sábado, 8 de novembro de 2008

O Caçador



Meu cotidiano, de quando em vez, é simples, paranóico...
imprevisível , melancólico.
o Tudo ao redor fica sem gravidade.
Os olhos vêem com mais profundidade.
Mais molhados, mais borrados.
A vida engole a realidade.
Eu espero, pressinto,
Admiro os segundos do relógio e ...
sucinto!
Quando se permite intuir,
o Tudo ao redor fica mais à vontade
Você se torna imprescindível,
mesmo que isso não seja verdade.
Transforma-se em um caçador
Faz com que o acaso perca seu valor
Engraçado... Todos agora o chamam de senhor!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Só o que me interessa


Às vezes fico impaciente,
me torno ríspida sem por quê.
O equilíbrio corre de mim.
Às vezes me dá preguiça.
Balbucio alfinetes...
me divirto com espumas de um humor sarcástico.
Às vezes me fortaleço fazendo bolhas de fumaça.
Faz passar o tempo...
colore o meu cinza.
Faz o caos se esvair em uma respirada forte e consciente.
Às vezes fico feliz com sobras.
Me torno auto suficiente,
brinco de ser gente.
Às vezes canso de ser guerreira,
quero só brincar de caçar palavras,
e gozar o destino.
Divertido. Fulgás.
Às vezes anseio por um futuro doce.