quarta-feira, 12 de maio de 2010

E se minha rima fosse essa...



Tudo poderia ficar assim:
Eu te reencontrando, 
te atropelando.
Você me sugando.
Tudo de verdade.
Com intensidade.
Sem meias,
nem pares.
Só seu retrato aqui.
Desmistificando tudo.
Recolhendo fundos.
Desmembrando meu mundo.
Poderia ficar assim...
E se tudo fosse nada?
Se não tivesse me encontrado?
Se não tivesse se espalhado?
Nada mudaria?
Nunca fui nada,
sem você ter passado por essa estrada.
Sem você ter feito daqui sua morada.
Se minha rima fosse essa...
Seria pobre.
Cinza.
Esfumaçada.
Desvairada.
Por mais que lutemos,
nossos opostos se atraem.
Você  pode até fugir...
Mas...me deixa só descobrir...
Se eu não deveria estar aqui?
Por um...
Fecha os olhos...

domingo, 4 de abril de 2010

Vida que passa



Tanto tempo...
Tanto pra dizer.
Tanto por dizer.
Tantos pormenores.
 A vida sempre toma o rumo do aperto.
Segue o seco.
Segue.
Tanto tempo...
Até quando ela me renega
Até quando vivo na miséria
Por que me toma?
Acha pouco?
Então senta aqui no meu conforto
Sinta o olhar torto
Tanto tempo...
Hoje tomo a decisão.
Me  caso por ocasião.
Ela me escolheu,
e eu só a utilizo como diversão.
Tanto tempo...
Hoje meu coração andou apertado.
Parece que Ele mandou seu recado.
Minha vida parece um disco riscado.
Queria amar mais.
Será que não amo demais?
Contraditório racional.
Tanto tempo...
Ando carente.
A mente não deixa andar pra frente.
Cansada dessa luta.
A vida sabe ser dura.
E eu fico fazendo jura.
Esqueço da amargura.
 Tanto tempo...
E eu não cumpri com o prazo.
Fica sempre incompleto.
Como esse verso riscado.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Santo esquecimento!


Eu gosto de tudo que você é em mim.
E tudo que você brinca de ser aí, não me convém.

Acho feio.
Falsos romances de esquina.
Fica sempre no meio!
Se não queria a Colombina,
então porque veio?
Acho ruim esse freio...

Cantarola seu quebranto,
cultiva o desencanto,
colhe amores azedos,
e depois diz que é Santo!?

Dá um tempo que eu to sem?
Não tenho paciência pra desdém.
Meu amor é distribuído,
tem até sapo engolido
mas nem por isso, você vem que tem.

É tudo muito colorido,
mas não é assim também.
Deixas meu coração dolorido,
brinca de vai e vem...
Acha minha gentileza exclusiva?
Não, não. Ela é abusiva!
E se transforma rapidamente
Depende de como é recebida.

Não utilizo malefícios,
nem lhe desejo enguiço.
Só acho desperdício
todos esses artifícios.

Os meus? São gotas de antídotos.
Não ficam poluindo,
e nem diluindo.
Não espalham  vermífugos.

Julgo mesmo,seus silêncios.
Os acho mesquinhos.
Poderiam ser reaproveitados...
E todas aquelas peles borradas, cheiros mesclados?
Todos fictícios? Todos roubados?

Te propus uma mamata
mas queres viver como sociopata...
Eu cidadã do mundo
me transformo então em autocrata
e fico tão esquecida de tudo...
que nem me recordo o Santo desta piada.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Ácido


Porque mobilizas tantos pássaros à tua volta?
O que atrai as Lenas pra você?
O que exalas ao falar?
Qual feitiço cospes no ar?
Provocas o mundo.
Pra que queres o mais?
Nada o satisfaz?
Nem a vida?
Nada sacia essa sede do mundo?
É isso!
É essa deglução, que me dá tesão.
Que se ouriça ao meu redor.
Que queima.
Que destrói e corrói tudo a volta.
É o ácido.
Prefácio de vida...
O que me teme, que me prende,
É se terás mais oxigênio.
Vejo o teu cansaço,
e me desfaleço.
Por um simples compasso...
Nosso laço desfeito,
amarra agora meus pulsos.
E não escutar mais as suas sandices,
me incomoda, perturba,
consome, corrói.
O ácido.
O ácido.
Prefácio de amor...
Eu já conheço esse conto.
É dito em muitas bocas na praça.
E elas se alastram por trocados.
Eu não.
Eu quero que me transborde.

domingo, 6 de setembro de 2009

Orla de Setembro

Andando pela orla tento resgatar histórias vividas.

Tento reproduzi-las.

Inesperadamente mergulho em sonhos.

Cores, amores,

mistérios, restos...

Risadas, poesias,

entregas, encontros,

despedidas e tréguas.

Mal vividas ou mal digeridas.

O passado me afugenta com um laço.

É...e eu que só queria um pedaço.

O sino da igreja toca pra me lembrar que existe o tempo.

E eu achando que estava vivendo o momento.

Agora lembro.

Doce ilusão. Doce setembro.



sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pensamento Refletido


Sorria.
Recria.
Sem rodeio
Nem freio.
Nem galanteio.
Visita.
Fita.
Petisca.
Faz a linha...
Costura o meu
Descobre o seu...
Une.
Revira.
Mobiliza.
Reorganiza...
Por favor...
Sem dor.
Com cor.
Com Amor.
Achou meu recado?
Senta do lado...
Faz um bordado...
Será que fabrico?
Tá tão bonito...
Eu quero!
Eu espero...
Espere!
Faço diferente,
Daqui pra frente.
Só pra...Mim.
Só pra...ver.
Pra saber,
Entender...
É... dá não.
Depois te conto então.
Liga não,
O silêncio ás vezes é o melhor companheiro.

sábado, 27 de junho de 2009

Nosso vício


Mais uma vez,
perco a noite tentando achar a droga que te sacia,
o que te impulsiona pra fora da realidade.
Quero ser o seu porre, seu chão.
Seu alimento diário preferido.
Ser a provocação, a atuação.
Recordo o brilho do seu olhar...
Tão intenso,verdadeiro,
e isso me faz anular prioridades.
Me faz não ter medo de seguir por caminhos obscuros.
Construo até uma abstinência pra te conquistar.
Diminuo doses,
faço com que não fique vulgar.
Mas não perco a poesia,
não desperdiço.
Mais uma vez,
você está longe,
e eu aqui ,
criando ilusões entre goles de esperança.
Relembro nosso sincronismo,
nosso beijo contínuo,
tão quente,
tão esperado...
Mais uma vez
vezes ,meses,
não sei o que pensas.
Sei o que deixou pra trás.
Não desperdice mais seu tempo,
e nem o meu.
Encontrei o que sacia,
todas as suas vontades e necessidades:
O nosso amor.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Caro comunista



Caro cidadão comunista,
Creio.
Conforta-se com o conto e confunde-se.
Cai em contradição.
Casa–se com colega consumista, e a
carapuça compra o coração.
Converte- se.
Caralho...
Cale-se!
Cria correntes,
cerca, circula, e a
criança cirandeia no céu.
Controlado constantemente,
Cúmplice, conivente...
Cadê a consciência?
Chega!
Caminha, companheiro, á casa...
Cresce cá a cobiça de comunhão.
Cheira compulsivamente o cangote...
Com corpos colados em conflito,
consigo capturá-lo com céleres clímaces contínuos.
Compreenda...
Cabeças congruentes
colorem cem casos de cama.

sábado, 8 de novembro de 2008

O Caçador



Meu cotidiano, de quando em vez, é simples, paranóico...
imprevisível , melancólico.
o Tudo ao redor fica sem gravidade.
Os olhos vêem com mais profundidade.
Mais molhados, mais borrados.
A vida engole a realidade.
Eu espero, pressinto,
Admiro os segundos do relógio e ...
sucinto!
Quando se permite intuir,
tudo ao redor fica mais à vontade
Você se torna imprescindível,
mesmo que isso não seja verdade.
Transforma-se em um caçador
Faz com que o acaso perca seu valor
Engraçado... Todos agora o chamam de senhor!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Só o que me interessa


Às vezes fico impaciente,
me torno ríspida sem por quê.
O equilíbrio corre de mim.
Às vezes me dá preguiça.
Balbucio alfinetes...
me divirto com espumas de um humor sarcástico.
Às vezes me fortaleço fazendo bolhas de fumaça.
Faz passar o tempo...
colore o meu cinza.
Faz o caos se esvair em uma respirada forte e consciente.
Às vezes fico feliz com sobras.
Me torno auto suficiente,
brinco de ser gente.
Às vezes canso de ser guerreira,
quero só brincar de caçar palavras,
e gozar o destino.
Divertido. Fulgás.
Às vezes anseio por um futuro doce.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Resposta


Uma lembrança vaga me inspirou
E com ela um furacão incessável
me puxa pra dentro de um círculo inquebrável
Me faz resgatar um tempo que ainda não passou
...
Um cara me tratava decentemente
Sem máscaras, puro sabor
de inocência delicada
um sorriso de piá
e doce nas palavras.
Vestia digna conduta
trazia café na cama antes da labuta
Meu estímulo pro resto do dia
Tudo mais me sorria
....
Falta o olhar aveludar com a minha melodia
Falta a paz nos corpos
Falta me tremer os ossos
Falta o furor que você me trazia
...
Falta.
Tigresa

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Três Marias



Dois homens disputam Três Marias
Diante do lamento elas carregam suas guias
Eles se rendem e se encantam
Se deparam com o sôfrego e não cantam
Elas determinam o objetivo do gosto
Fazem seu pressuposto
Eles tem a facilidade como obstáculo
E elas buscam o oráculo
Eles se perdem no conto
E elas esquecem o ponto
Todos querem um nó,
um amor sincero de vó
Elas se afogam no pranto
E eles pensam tanto...
As Marias se unem em mim
Ao leste das minhas costas
O começo de uma história sem fim
E eles esperam respostas