Acho feio.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Santo esquecimento!
Acho feio.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
terça-feira, 10 de novembro de 2009
O Ácido
domingo, 6 de setembro de 2009
Orla de Setembro
Andando pela orla tento resgatar histórias vividas.
Tento reproduzi-las.
Inesperadamente mergulho em sonhos.
Cores, amores,
mistérios, restos...
Risadas, poesias,
entregas, encontros,
despedidas e tréguas.
Mal vividas ou mal digeridas.
O passado me afugenta com um laço.
É...e eu que só queria um pedaço.
O sino da igreja toca pra me lembrar que existe o tempo.
E eu achando que estava vivendo o momento.
Agora lembro.
Doce ilusão. Doce setembro.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Pensamento Refletido
Recria.
Sem rodeio
Nem freio.
Nem galanteio.
Visita.
Fita.
Petisca.
Faz a linha...
Costura o meu
Descobre o seu...
Une.
Revira.
Mobiliza.
Reorganiza...
Por favor...
Sem dor.
Com cor.
Com Amor.
Achou meu recado?
Senta do lado...
Faz um bordado...
Será que fabrico?
Tá tão bonito...
Eu quero!
Eu espero...
Espere!
Faço diferente,
Daqui pra frente.
Só pra...Mim.
Só pra...ver.
Pra saber,
Entender...
É... dá não.
Depois te conto então.
Liga não,
O silêncio ás vezes é o melhor companheiro.
sábado, 27 de junho de 2009
Nosso vício
perco a noite tentando achar a droga que te sacia,
Quero ser o seu porre, seu chão.
Seu alimento diário preferido.
Ser a provocação, a atuação.
Recordo o brilho do seu olhar...
Tão intenso,verdadeiro,
e isso me faz anular prioridades.
Me faz não ter medo de seguir por caminhos obscuros.
Construo até uma abstinência pra te conquistar.
Diminuo doses,
faço com que não fique vulgar.
não desperdiço.
Mais uma vez,
você está longe,
Relembro nosso sincronismo,
nosso beijo contínuo,
tão quente,
tão esperado...
Mais uma vez
vezes ,meses,
não sei o que pensas.
Sei o que deixou pra trás.
Não desperdice mais seu tempo,
e nem o meu.
O nosso amor.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Caro comunista
Caro cidadão comunista,Creio.
Conforta-se com o conto e confunde-se.
Cai em contradição.
Casa–se com colega consumista, e a
carapuça compra o coração.
Converte- se.
Caralho...
Cale-se!
Cria correntes,
cerca, circula, e a
criança cirandeia no céu.
Controlado constantemente,
Cúmplice, conivente...
Cadê a consciência?
Chega!
Caminha, companheiro, á casa...
Cresce cá a cobiça de comunhão.
Cheira compulsivamente o cangote...
Com corpos colados em conflito,
consigo capturá-lo com céleres clímaces contínuos.
Compreenda...
Cabeças congruentes
colorem cem casos de cama.
sábado, 8 de novembro de 2008
O Caçador

imprevisível , melancólico.
o Tudo ao redor fica sem gravidade.
Os olhos vêem com mais profundidade.
Mais molhados, mais borrados.
A vida engole a realidade.
Eu espero, pressinto,
Admiro os segundos do relógio e ...
Quando se permite intuir,
tudo ao redor fica mais à vontade
Você se torna imprescindível,
mesmo que isso não seja verdade.
Transforma-se em um caçador
Faz com que o acaso perca seu valor
Engraçado... Todos agora o chamam de senhor!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Só o que me interessa
O equilíbrio corre de mim.
Às vezes me dá preguiça.
Balbucio alfinetes...
me divirto com espumas de um humor sarcástico.
Às vezes me fortaleço fazendo bolhas de fumaça.
Faz passar o tempo...
Faz o caos se esvair em uma respirada forte e consciente.
Às vezes fico feliz com sobras.
Me torno auto suficiente,
brinco de ser gente.
Às vezes canso de ser guerreira,
quero só brincar de caçar palavras,
e gozar o destino.
Divertido. Fulgás.
Às vezes anseio por um futuro doce.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Resposta
Uma lembrança vaga me inspirou
E com ela um furacão incessável
me puxa pra dentro de um círculo inquebrável
Me faz resgatar um tempo que ainda não passou
...
Um cara me tratava decentemente
Sem máscaras, puro sabor
de inocência delicada
um sorriso de piá
e doce nas palavras.
Vestia digna conduta
trazia café na cama antes da labuta
Tudo mais me sorria
Falta o olhar aveludar com a minha melodia
Falta me tremer os ossos
Falta o furor que você me trazia
...
Falta.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Três Marias

Dois homens disputam Três Marias
Diante do lamento elas carregam suas guias
Eles se rendem e se encantam
Se deparam com o sôfrego e não cantam
Elas determinam o objetivo do gosto
Fazem seu pressuposto
Eles tem a facilidade como obstáculo
E elas buscam o oráculo
Eles se perdem no conto
E elas esquecem o ponto
Todos querem um nó,
um amor sincero de vó
Elas se afogam no pranto
E eles pensam tanto...
As Marias se unem em mim
Ao leste das minhas costas
O começo de uma história sem fim
E eles esperam respostas
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Esfriamento Emocional
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Balão Mágico

Eu quero subir um balão colorido de poesia e Inflá-lo com as minhas idéias mirabolantes fazendo pose de All Star. Quero me tornar próxima. Falar com a minha estrela guia, a sós, ao pé do ouvido, sussurrar meus desejos mais íntimos, e vê- La brilhar perante meus olhos. Quero sentir os cheiros da minha memória perdendo se em um precipício abaixo das minhas pernas e todos os vizinhos se tornarem distantes.
Desconectar do infecto.Me tornar imperatriz.Conquistar meu cetro e me sentir Elis.
domingo, 14 de setembro de 2008
Último Engodo

De longe vendo o deserto
O céu me diz estar incerto
Será que ele tem razão?
Porque não...
Eu torno tudo fantasioso.
Qual será o tempo?
No assento, me lembro,
Digo estar de acordo.
Ele acha a atitude certa.
E eu finjo que decreto certo. Faço pose. Sou magrela.
Logo jogo meu engodo, dou dois de papo e prosa,
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Castelo Real

"Não devemos olhar através do outro , e sim existir por si mesmo"
Hoje estou agindo.
Desculpe se não tenho tempo para olhar-te. Não é egoísmo,
mas se as janelas não estiverem bem limpas, ninguém reparará no interior.
Não preciso mais que sua corda seja estendida, obrigada.
Já cataloguei objetivos.
Preciso cavar um buraco negro de sentimentos,
lustrar estrelas opacas, organizar alma, documentos.
O jardim já está semeado.
As árvores estão tão vivas... Robustas, largas,novas.
Os portões fechados.
Não posso permitir que ninguém entre com sapatos de hipocrisia
e suje o meu salão fantasioso.
Já comprei até minha cadeira de madeira rainha, estofada de veludo vermelho.
Linda! Sempre quis ter uma.
Agora vá.
Não esqueças de que quando eu voltar,
quero encontrar-te junto à todos em frente ao meu Castelo Real.
Beijos
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Cabeça de vento

É engraçado gostar de você.
Estranho, mas não me lembro de suas características em minhas exigências...
Parece que sou idiota! Esqueço de meus objetivos. Saio dos trilhos.
Louca! Perco a touca e faço excremento.
Saio no vento, sem agasalhos.Nem penso.
EU SEI que suas implicâncias não me fazem bem,
mas são elas que me fazem instigar você.
Aliás, você quer ser a Fortaleza dos meus crimes?
Se tornar meu cárcere privado?
Namorar pelado?... Impróprio?? O que você quiser.
Pode se tornar presente...Ou ausente...?
Se quiser, pode se tornar meu!
Sou a serpente à espera do bote perfeito.
Não há saída. Agora que cruzou meu caminho, está preso.
Exilado.
Raptado dentro da minha torre.
Quando puder subo aí.
Faço uma visita.
Pra matar a saudade. Faço o que me der vontade.
Mas sem encontro marcado. Até.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Meu reino em tuas mãos

Diga o que quiser dizer, mas diga gentilmente.
Você podia brincar comigo de ser feliz, que tal?
Eu te hipnotizo com meu olhar de menina faceira.
É...Eu poderia ser a rainha dos seus contos de fadas...
Quer se perder no seu mundo. No seu umbigo...
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
John me persegue

domingo, 3 de agosto de 2008
Clandestina de mim

quarta-feira, 9 de julho de 2008
Prisioneira de mim
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Tulipas Azuis
Hoje sonhei com um bosque de ilusões e neblina espessa. Caminhava sentindo o outono fender-se entre os meus dedos descalços e um arrepio constante em minhas costas, me traziam ora ansiedade, ora prazer. Minha visão era desfocada, guiada pela incerteza. Até a neblina se desintegrar em pequenos feixes de luz e cair em meus olhos, transformando se em lágrimas. Um oceano forma se a minha volta. Minha respiração fica inquieta, domina meus órgãos e me deixa dormente, meio demente.
Segui então por instinto árvores infinitas que atravessavam um céu prateado Até surgir uma imensa mão que me carregou sobre as águas. Fechei meus olhos e senti o vento fresco bater no meu rosto, uma linha invisível segurar o canto dos meus lábios e uma respiração mais forte preencher meus pulmões. Um verão inteiro passando por entre as minhas veias, e quando abro os olhos, sobrevoava um lindo mar de Tulipas Azuis.
Imersa nelas, não sentia cheiro de flores, só conseguia sentir o Teu cheiro. Ele me inebriava e todos os meus poros se enrijeciam. A mão se transformou em uma imenso guerreiro de pedra, como os MOAIS, à minha frente. E você surgiu... Por detraz dele... e caminhou na minha direção. Meu coração disparava, minhas pernas tremiam. Nossos opostos produzram forças atrativas. A proximidade dos nossos olhos sedentos uniam nossas bocas tão forte, que machuvam os meus lábios. Rélogios de Dali disparavam à nossa volta , sons de trovoadas seguidas produziam uma música intensa, Forte. Penetrante.
Ficando mais espaçadas a melodia tornou se doce, serena. Pássaros coloridos tocaram um piano vermelho e violinos foram regidos pelo vento.Você, me olhando fundo, pega minha mão delicadamente e junto ao seu corpo quente, dançamos no meio do Mar de Tulipas.
Depois desse sonho, finalmente descobri o que é o Azul.







